Na bucólica região da Mantiqueira de Minas, na cidade de Carmo da Minas, saiu, em 2005, o recorde de café com pontuação mais alto do Cup of Excellence (com 95.85 pontos) pelas mãos da família do produtor e embaixador do café brasileiro superespecial no mundo: Luiz Paulo Dias Pereira Filho. História de amor e ousadia na lavoura.

Histórias bonitas de famílias com pés agarrados nas lavouras e trabalho duro são muito comuns no mundo do café. E encontrar nessas andanças quem faz questão de mostrar o tamanho do café superespecial brasileiro é a maior alegria. E Luiz Paulo Dias Pereira Filho é a boa materialização de tudo isso. Para muitos, ele é (definidamente) o principal nome do café superespecial brasileiro no mundo – e a afirmação aqui não vem com exageros ou demagogias.

Ganhar o mundo, talvez, não fosse o foco inicial dessa família de cultivo carinhoso na cidade de Carmo de Minas, na região da Mantiqueira de Minas. E tudo começou muito cedo, quando o mundo ainda torcia o nariz para o café superespecial brasileiro. O ano era 2002, quando ele e a família embarcaram ao Japão para vender café. Eles mal sabiam falar inglês (ousadia, na época, considerada loucura por muita gente da região). 

O resultado provou que aquela loucura toda tinha fundamento, e o investimento no criterioso projeto do café não demorou a chegar. “Quando comecei neste projeto, muitos clientes do exterior ainda não reconheciam que o Brasil tinha potencial para produzir cafés superespeciais. Mostrar ao mundo que o Brasil tem potencial de produzir cafés de altíssima qualidade foi muito gratificante não só por vender os cafés lá fora, mas também por ver que ajudamos a mudar uma cultura no país”, relembra-se.

Todo esse movimento de mudança de cultura trouxe um marco: o recorde mundial de café com pontuação mais alta conquistada já no Cup of Excellence, que pertence a Luiz Paulo, desde 2005 (com 95.85 pontos). A premiação veio depois da avaliação de um júri formado por 30 especialistas estrangeiros. 

Para se ter ideia do tamanho disso, até hoje, ninguém conseguiu superar essa marca, mas o próprio Luiz Paulo tem trabalhado firme para bater o próprio topo da família: “Se já produzimos um café naquela pontuação, por que não caprichar um pouco mais e tentar produzir algo mais próximo da perfeição? Essa pontuação não é somente um fato histórico, mas uma parte incentivadora, para que a gente possa produzir e tentar chegar cada vez mais forte para quebrar esse recorde”.